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    Everlasting end

    "De tudo, ao meu amor serei atento
    Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
    que mesmo em face do maior encanto
    dele se encante mais meu pensamento.

    Quero vive-lo em cada vão momento
    e em seu louvor hei de espalhar meu canto
    e rir meu riso e derramar meu pranto
    Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

    E assim quando mais tarde me procure
    quem sabe a morte, angustia de quem vive
    quem sabe a solidão, fim de quem ama
    Eu possa me dizer do amor (que tive):

    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure."

    Mesmo tratando de algo que considera tão efêmero, as palavras de Vinícios de Moraes são, elas sim, imortais. "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."  Escrito há mais de 30 anos esse verso continua a ser citado, parafraseado, re-citado, cantado e ecooa na mente de todos.
    Mas o motivo para re-re-cita-lo aqui não é para falar de amor, ou da importância de enfrentar desafios. Pelo contrário, ele me fez pensar na lógica contrária: como, com o passar do tempo, algumas coisas se tornaram eternas.
    Com as infinitas opções, fotos digitais substituiram os albuns fotográficos, documentos de texto substituiram as pilhas de folhas. Mesmo que esses arquivos estejam sujeitos a outros tipos de danos e possam ser perdidos, eles mudaram a noção do efêmero, e a noção do próprio tempo. Tudo existe em vários lugares, em vários momentos, o tempo todo.
    E que temática melhor do que essa para esse post que vem anunciar que o blog, nesse domínio, com esse nome e essa idéia, termina aqui. Mas, como é muito característico do nosso tempo, termina sem terminar de verdade. Porque continua a existir, para quem quiser conferir. =) E como já disseram também que nada se perde, apenas se transforma, visitem meu novo blog Such a Small world, que será atualizado com mais frequência, então pode conferir!


    Escrito por Jessie às 00h22
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    Sessão da tarde

    Observar pessoas em locais públicos é um hábito. Seja no ônibus, nas ruas ou, como aconteceu outro dia, no shopping. Próximo à saída, um homem, por volta dos seus 30 anos, mantinha o rosto colado à vitrine da loja de aparelhos eletrônicos, enquanto observa com muito interesse o seu interior. Ao seu lado, estava um garoto que parecia tentar remover uma parte de seu cérebro pelo nariz, tamanho era o seu empenho em cutucá-lo. Para minha surpresa, a mulher que acompanhava os dois não se manifestou àquela cena que provocou em mim certo asco. Ela manteve uma cara aborrecida, de quem estava extremamente contrariada.

    Aquilo me intrigou, e me peguei imaginando quem seriam aquelas pessoas. É bem possível que aquela mulher não fosse mãe do pequeno, e que aquele fosse o final de um dia exaustivo ao lado do Sr. Pestinha, que já havia realizado o imaginável e inimaginável em termos de travessuras, levando a moça à exaustão. O Sr. Papai encontrava-se completamente absorto em seus próprios pensamentos, o que provavelmente já havia acontecido anteriormente naquele dia, terminando de pintar o quadro revelado pelo rosto da pobre mulher.

    Por outro lado, Sra. Moça poderia ocupar sim o cargo de esposa e de mãe do menino. Esse poderia até mesmo se tratar de um pequeno anjinho – apenas com conceitos higiênicos duvidosos – e todo aborrecimento estampado no rosto da Sra. poderia ser destinado apenas ao Sr. Papai, um homem simpático, carinhoso etc. porém com um sério defeito: era um cruzeirense fanático.

    Para não perder o jogo do dia, apressou sua mulher durante todo o passeio com frases extremante carinhosas como “pô, se for pra olhar cada loja a gente não sai daqui hoje”. Contudo, ao ver aquela brilhante, reluzente e iluminada loja, com a mais nova televisão LCD, o home-theather novinho etc., etc., etc. não se controlou: imaginou aquilo tudo em sua sala, prontinho pra decisão do campeonato mineiro.

    Em menos de um minuto imaginei toda uma vida para aqueles três sujeitos, todo um filme apenas com aquele momento, mas não descobri qual era a verdadeira história por trás daquele instante.

    - Pois não?

    - Duas pra sessão de um minuto atrás, mas vê se a projeção vai até o fim dessa vez.



    Escrito por Jessie às 10h03
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    Vícios e falta de tempo

    Percebi que já faz quase um mês desde a última postagem. Poderia falar agora sobre a correria que foram esses últimos dias, dos milhões de trabalhos e textos para serem lidos, das trocentas aulas etc etc... mas isso só seria meia verdade. Sim, trabalhos e aulas ocuparam muitas horas dos meu dias, mas o que realmente me deixou sem tempo para vir aqui escrever foi o ócio que cultivei com muito empenho. Meu deus, como precisava disso!

    Passamos tanto tempo correndo e tentando fazer milhões de coisas, que esquecemos de relaxar. Pelo menos comigo isso sempre acontece. E para mudar isso arranjei vícios divertidíssimos.

    O primeiro deles começou como um desafio de um amigo (que inocentemente pensou que eu não aceitaria ). O Desafio Musical é de longe um dos joguinhos mais viciantes, ever. Parte do site Music iLike (que também é uma das aplicações no Orkut), o music challenge é bem simples: você deve clicar, no menor tempo possível, no cantor ou nome da canção. Na emoção da competição acirrada, em 4 dias já tinhamos mais de 9 mil pontos.

    Um pouco diferente, mas não menos viciante são os Flash Pops - Músicas de Filmes (1, 2 e 3). Nesses, você ouve um trecho de uma música e deve escrever o nome do filme. Com tempo ilimitado, nesse jogo o seu maior inimigo é a sua memória. "Putz, eu conheço essa música, eu lembro... mas qual o nome do filme?!!" provavelmente será a frase mais falada enquanto estiver jogando. Mas não se desanime, você vai se divertir horrores! - eu com certeza me diverti.

    Definido por minha querida amiga como "o novo orkut", ou como "uma mistura de blog e msn", ou ainda como uma grande "barafunda videomática" o Plurk é uma coisa que seria inútil se não fosse tão legal. Bem parecido com o Twitter, a idéia do site, como o próprio slogan diz, é contar um pouco de sua vida em linhas.

    Tudo isso pode parecer inútil, bobeira, chatinho... Mas duvido que, naquela tarde entediante de domingo, alguém consiga resistir a essas inutilidades tão necessárias na vida de qualquer um.



    Escrito por Jessie às 15h32
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    O quarto poder

    Primeira contribuição para um Projeto muito bacana de um grande amigo meu, o texto a seguir pode ser conferido também no blog Sem Fronteiras. Visitem!

     

    Todos nós temos que firmar diversos compromissos ao longo da vida, sejam eles com outra pessoa, com algum objetivo ou causa. Como futura jornalista, não pude deixar de pensar na grande responsabilidade que assumi ao escolher essa profissão: o compromisso com a verdade. Muitos escolhem ignorar esse dever em prol do sucesso, alguns vivem a constante busca pelo seu encontro, e outros atuam na sua defesa. E, como não poderia deixar de ser, o cinema ilustrou de forma belíssima todos esses casos.

     

    Charles Tatum encontrava-se em um momento difícil de sua carreira: fora despedido de 11 jornais devido a 11 razões diferentes (todas ligadas, provavelmente, a sua difícil personalidade). Sem dinheiro, passa a trabalhar num jornal de uma pequena e pacata cidade. Um ano se passa sem que consiga um melhor emprego ou um evento interessante que lhe renda uma boa matéria. É então que, rumo ao local onde cobriria uma desinteressante corrida de cascavéis, Tatum descobre um homem preso em uma mina e vê nesse evento sua grande chance. Em busca do sucesso, toma controle da situação e transforma o resgate do homem em um show nacional, atraindo milhares de curiosos. Procurando extrair o máximo da situação, atrasa deliberadamente o resgate, mantendo o homem preso por seis dias e não apenas por algumas horas – e os resultados disso não são os melhores.

     

     

    Com essa premissa A Montanha dos Sete Abutres levanta uma questão que se torna ainda mais importante se considerarmos que o longa foi produzido no início da década de 50. Se em algum momento o chamado “Quarto Poder” possuiu o caráter nobre de “fiscalizador”, sua credibilidade vem sido perdida e cada vez mais é visto como desprezível manipulador.

    Mesmo que a imparcialidade seja algo inatingível e que nosso olhar seja sempre influenciado direta ou indiretamente por nossos valores e experiências, isso não significa que o jornalismo seja sempre falho e alvo de desconfiança. Prova disso foi a investigação conduzida pelos jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward, do “Washington Post”, sobre o escândalo do Watergate, que levou à renúncia de Richard Nixon à Presidência dos Estados Unidos.

     

     

    Ambientado no clima político explosivo vivido naquela época, Todos os Homens do presidente, de 1976, constrói um retrato do bom jornalista: Woodward, com seu hábito de perguntar o que lhe vem a cabeça, obtém assim importantes informações; Bernstein consegue novas fontes cativando seu entrevistado, que mesmo relutante no início, é levado a falar. Por fim, mesmo que um pouco idealizado, Bradlee, editor-chefe do jornal surge como um verdadeiro herói, não hesitando em impedir a publicação de informações incertas e, quando, ao contrário, tem confiança no que lê, sente prazer em guiar seus repórteres rumo à perfeição. A Verdade parece ser a única coisa que interessa de fato ao jornal, que prefere enfrentar algumas dores de cabeça invés de simplesmente esquecer o assunto.

    Mostrando que o bom Jornalismo deveria estar baseado na certeza da veracidade dos fatos publicados e não nos interesses políticos dos editores e donos das publicações, o filme lembra outro personagem imortalizado pelo cinema, e que teve um papel tão importante em nossa história: Edward R. Murrow. Lendário âncora da CBS, suas críticas e reportagens mostraram-se essenciais para a queda do senador McCarthy, que comandou uma verdadeira caça as bruxas, com perseguições e ameaças aos supostos simpatizantes do comunismo em território americano. Os eventos do filme Boa noite e boa sorte, de 2006 acontecem em um curto período da década de 50 e acompanham de forma impecável Murrow e seu produtor Fred Friendly nas pesquisas que resultaram em um programa em que as palavras de McCarthy foram usadas contra ele próprio. Foi revelada assim a verdadeira face do senador, inspirando ações críticas de outros jornalistas e políticos.

     

     

    Mais tocante do que as ações e o papel desempenhado por Murrow é, sem dúvida, o discurso que inicia e encerra o longa, feito diante da Associação de Diretores de Notícias de Rádio e TV dos EUA em 1958:

     

    “(...) Este instrumento pode ensinar, ele pode iluminar, sim, e pode até mesmo inspirar. Mas somente o poderá fazer à medida que estivermos determinados a usá-lo para estes fins. Caso contrário, ele nada mais é do que um emaranhado de fios e luzes em uma caixa. Há uma grande e talvez decisiva batalha a ser travada contra a ignorância, a intolerância e a indiferença. E nessa batalha, a televisão pode ser uma arma útil”.

    Já se passaram 50 anos. Não só a TV se tornou esse simples “emaranhado de fios e luzes em uma caixa”, como tantos outros meios de comunicação vêm sido usados, na maioria das vezes, como entretenimento vazio e descartável. Há mais de 50 anos se questiona a falta de compromisso com a veracidade dos fatos e manipulação deliberada em prol dos interesses da minoria poderosa.

    Se os meios de comunicação têm, de fato, tanto poder como esses personagens atestam, já é hora de começar a fazer valer o imponente título de Quarto Poder. Quem dará o primeiro passo?



    Escrito por Jessie às 17h16
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    O ininteligível

    Algum filósofo antigo disse que uma idéia é tanto melhor quanto mais clara esta for. É algo que faz um bucado de sentido. O que buscamos afinal, ao defender um ponto de vista, escrever um texto, ou mesmo, conversar casualmente com um amigo? Penso, que antes de mais nada, procuramos nos fazer entender. Isso é o fundamental, o básico, o ponto de partida para qualquer outra ambição comunicativa. (esteja essa inserida, ou não, nas barafundas da coisa videomática, como concluiria nosso querido Mr. Delfim Burns )

    Apesar de acreditar e defender muito isso, já tinha aceitado que, pelo menos no meio acadêmico, muitas vezes a lógica é contrária: quanto menos acessível aos pobres mortais que ainda não tem um doutorado (na área, vale ressaltar), melhor o seu texto e mais foda você é. Para mim não faz sentido (literalmente) e é algo extremamente excludente. Por isso mesmo reflete a realidade do ensino superior, que só agora tem sido mudada. Agora, ter que “traduzir” textos na faculdade é uma coisa, mas... em revistas?

    Explico. Feliz e contente comprei o exemplar do mês passado da Piauí. Já conhecia a revista, tinha lido artigos avulsos de edições passadas e tinha gostado muito do estilo, tanto visual quanto do conteúdo. Ainda mais feliz e contente, fui ler o primeiro texto. Uma resenha, na verdade, sobre um cd do Roberto Justus. Sim, aquele do “O Aprendiz”. E sim, um cd, músicas. Mas não comentarei sobre os dotes musicais do empresário, por que não me compete julgar isso. Depois de ler a resenha, percebi que não me compete mesmo. Jamais.

    Recheado de termos da língua francesa, e outros que acredito serem termos técnicos, a leitura do texto se dá sem que se entenda exatamente todos elogios feitos à Justus. Mas, uma frase em particular, que é sozinha quase um parágrafo, atestou minha pobre insignificância. Não dá pra entender. Simplesmente.

    Quem pensa que estou exagerando, veja por si mesmo o trecho em questão:

     

    “Diante da voz de uma oitava, com timbre aveludado, pátina de lenho do banhado e matizes ratazano-acinzentados (que, num lance de gênio, combinavam com o cabelo do artista), a buliçosa platéia, majoritariamente balzaquiana, soltou-se como uma ciranda de bacantes a verter ungüentos no cenáculo de Eros Longophallus e atingiu os pícaros do desvario”.

     

    Se você fugiu da pátina, escapou dos pícaros, e conseguiu evitar o total desvario, parabéns!



    Escrito por Jessie às 22h02
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    In memoriam

    Sim, já fazem quase 7 meses que Heath Ledger se foi. Lembro que, naquele dia, ao ver a foto desse ator que sempre admirara, esperava encontrar na legenda informações sobre um novo filme e a surpresa ao encontrar a notícia de sua morte foi indescritível.

    Acompanho a carreira de Ledger há muitos anos. Seu papel como o encantador bad boy Patrick Verona em 10 coisas que eu odeio em você, o filho corajoso de Mel Gibson em O Patriota, o determinado William Thatcher de Coração de Cavaleiro, o notório sedutor Casanova, o confuso Ennis del Mar de Brokeback Mountain, o inocente Jacob em Os irmãos Grimm. Foram todos personagens marcantes, tão vivos em minha memória que se torna impossível realmente acreditar que uma carreira brilhante e ainda tão promissora tenha chegado ao fim.


    Ao assistir o Cavaleiro das Trevas só tive mais certeza de tamanho talento do qual fomos privados.

    Ele não interpretou o Coringa, ele o viveu e está imortalizado nesse e em todos os personagens aos quais deu vida.

     

    Já fazem 7 meses. Mas ainda me incomoda.

     


    Escrito por Jessie às 03h06
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    Animação sem preço

     >

    Lendo o blog Pudim de Beterraba encontrei o link pra esse site que, apesar de a princípio parecer um sítio de vendas de bugigangas, apresenta uma animação simplesmente perfeita. Clique na figura ou aqui para assisti-la.



    Escrito por Jessie às 21h25
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    Um grande exemplo

    Maluf é acusado de coisas, digamos, pouco lisonjeiras. Mais precisamente o prefeito tem em seu nome quatro ações penais que correm no Supremo, por crimes de responsabilidade e contra o sistema financeiro nacional, e três por improbidade administrativa na Fazenda Pública paulista, além de ser citado na "lista suja" da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

    Mas, em entrevista ao UOL, Maluf provou que é uma pessoa verdadeira, e que não mente por qualquer coisinha a toa. Ao ser acusado de privilegiar o transporte individual, com a construção de vias para carros, ele respondeu: "é mentira que eu não privilegio o transporte coletivo. A linha Santana-Jabaquara é obra de Paulo Maluf e Faria Lima".

    Bem, eu não moro em São Paulo, então pode haver algum engano, mas segundo a reportagem a linha em questão foi idealizada quando Maluf sucedeu Faria Lima, no final dos anos 1960. Mero detalhe, logicamente.



    Escrito por Jessie às 18h45
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    Cotidiano

    Vivemos com pressa, correndo contra o tempo, tentando realizar mil tarefas o mais rápido possível. Até mesmo em nosso tempo livre, tentamos planejar e organizar tudo que faremos. A espontaneidade tem perdido lugar no nosso mundo e seu espaço tem sido ocupado por uma crescente burocratização da própria vida.

    O resultado disso é que deixamos de realmente viver, simplesmente passamos por nossas vidas. Ficamos tão fixados em nossas obrigações que muitas vezes nos tornamos alheios ao que nos cerca.

    Sinto o peso disso às vezes. Me sinto frustrada por não ter feito tudo que "tinha" que fazer, por ter descansado "mais do que deveria". Acho que o verdadeiro motivo de frustração deveria ser pensar que ocupamos tanto nossos dias com tarefas que esquecemos de relaxar, de esquecer nossos problemas. Pode parecer mero senso comum, mas é fato: vivemos pensando no amanhã, mas esquecemos de curtir o hoje.

    O mais triste é que mesmo sabendo disso, penso que estamos tão conectados com essa constante agitação que desaprendemos a desacelerar, e realmente descansar. Por isso vivemos constantemente estressados, e muitas vezes simplesmente não conseguimos ficar a toa. Resta saber se reaprenderemos a nos desligar dessa montanha russa, e se, caso contrário, como será a vida daqui alguns anos.

    Jeff Stearns fez uma animação usando suas anotações em pequenos post-its e suas listas de tarefas, que, segundo o próprio, guiaram sua vida e o fizeram ignorar o mundo por 9 anos. Ela ilustra bem a questão e é realmente muito bacana.



    Escrito por Jessie às 10h38
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    Mandamentos do Jornalista


    a.k.a.: 18 razões para desistir do jornalismo

    Mercado de trabalho inexistente, rotina semi-escrava, salários (muito) modestos. Depois de ouvir isso algumas milhares de vezes, que razões fazem uma pessoa ainda cogitar a possibilidade de se tornar jornalista?

    Bem, aqui NÃO estão algumas delas:

    1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental. E qualquer desculpa de falta ou atraso usando estes argumentos será encarada com má vontade pela chefia imediata. [ah...]

    2º) Não verás teus filhos crescerem. [o fato de ao menos ter filhos já parece uma vantagem depois do primeiro mandamento]

    3º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga. [Lovely.]
     
    4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse em alto nível. [sobrei. nunca tive muita sorte =( ]

    5º) A pressa será tua única amiga e as suas refeições principais serão os lanches da padaria da esquina, as pizzas no pescoção, ou uma coxinha comprada perto do local onde se desenvolve sua reportagem.

    6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

    7º) Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho. [meu pai começou a contestar quando escolhi o curso]

    8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, [bom e velho “à mil chegarás, de dois mil não passarás”] não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios nem de seus superiores
    e nem de seus leitores. Em compensação as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.

    9º) Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

    10º) A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito. [já não faz mesmo...]

    11º) Os botecos nas madrugadas serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

    12º) Terás sonhos com horários de fechamento, com palavras escritas erradas, com reclamações de leitores, com matérias intermináveis, com gritos ao telefone dos chefes de reportagem e, não raro, isso acontecerá mesmo durante o período de férias. [olha, vou ter férias!]

    13º) Suas olheiras e seu mau humor serão seus troféus de guerra.

    14º) E, o pior… Inexplicavelmente existirá uma legião de “focas” brigando para ocupar o seu lugar.

    15º) Confiarás desconfiando de tudo que veres e tudo que ouvires; [duvido!]

    16º) Por mais que faças a melhor matéria do mundo, se não assinares o ponto na empresa, para todos os efeitos não existirás;

    17º) Se repórter de TV, cuides de tua aparência; se repórter de rádio, cuide de sua voz; e se répórter de jornal, cuide de sua artrite reumatóide nos dedos; [artrite reumatóide? o.O ]

    18º) Não te cases com um (a) colega de profissão: afinal, o assunto em casa sempre vai ser o mesmo. E jornalismo é que nem sexo: se não variares, perdes a vaga;

    19º) És jornalista: portanto, não desistas nunca. Tomarás chá de banco, levarás furo, darás “barrigas”, sempre terás puxas-saco te elogiando e corneteiros te criticando. Mas, se tiveres bom senso (caso raro) encontrarás alguém que te elogiará e te criticará na hora e na medida certa. [clássica medida anti-suicidio: "você tem 18 ótimas razões para se matar, mas calma, vocé é brasileiro e não desiste nunca" - e digo brasileiro, porque pra desistir do jornalismo só uns 2 desses mandamentos já são razão suficiente]


    Se tudo aponta contra, afinal, por que ser jornalista?
    Não acho que essa pergunta tem uma resposta racional. É questão de paixão, de amor à um ideal talvez, seja ele de mudar o mundo ou de dominá-lo .
    Isso, ou então somos mesmo “os inúteis mais profissionalizados da face da Terra, frustrados e potencialmente homicidas”, como afirma a Desciclopédia.

    obs.: Mandamentos tirados da Comunidade de Jornalismo do Orkut


    Escrito por Jessie às 16h12
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